quinta-feira, 8 de setembro de 2011

4. POLÍTICA DE ORGANICIDADE DO TOCANTINS

Objetivo/Linhas de Ação
Foram atingidos? Por que? Dificuldade, limites e potencialidades.
Resultados
Propostas para o futuro.
4.1. Aprofundar a vivência em rede, buscando a coerência entre a metodologia de educação popular e a organicidade, fortalecendo relações horizontais e humanizadoras, por meio de conexões entre os vários pontos desta Rede, para a construção de uma nova realidade, à luz do PPP.
Um dos pontos mais complexos foi o da organicidade, por falta de um mapeamento de quem compõe a Rede. Lembrando que a rede são as entidades parceiras. Os avanços são mais destacados nas micro regiões do estado em vista das articulações com algumas entidades parceiras. A dificuldade na comunicação da rede acaba limitando a política de organicidade. Assim como a suspensão temporária de convenio compromete essa organicidade.
Maior articulação de movimentos a nível mico regionais, e até mesmo criação de novos movimentos e entidades, o fortalecimento com as entidades parceiras, a humanização dos trabalhos na rede.
Produzir material com nome das entidades parceiras no Estado e divulgar. Socialização das atividades da rede no bolg do estado. Ampliar o quadro das entidades parceiras. Divulgação das atividades da rede em rádios comunitárias e outros meios de comunicação.
4.2. Associar os processos educativos e organizativos.
A construção da pauta dos trabalhos é acontece com todos os educadores e parceiros da rede. A distribuição das tarefas acontece, mas como em todo processo precisa ser aprofundado.
A criação das equipes de Trabalhos (pedagógica, gestão, comunicação e sustentabilidade); a construção das cartas pedagógicas. Criação do blog. Visibilidades da recid To no site. Criação da musica da Recid – TO.
Sistematização da vivencia. Distribuir as equipes de trabalhos com antecedência. Construção de um instrumental de planejamento, para facilitação dos relatórios.  Cada entidade parceira indicar uma pessoa para compor essas equipes de trabalho da rede. Responder o instrumental ainda com o grupo de base, para poder trazer para o coletivo estadual.
Realizar seminários sobre educação popular como política publica;
4.3. Aprofundar a concepção de rede na Recid.
Esse item é bem trabalhado na Rede, a partir dos estudos sobre a Recid nos encontros e o resgate do debate sobre educação popular critica freiriana junto com outros movimentos.
Criação da rede de combate a tortura e violência policial. A permanência das entidades e movimentos nas atividades da rede; o fortalecimento dos coletivos micro regionais; a contemplação de projetos de ponto de cultura com educadores que compõe o quadro de rede no Estado. Monitoramento do PNDH3.
Fortalecer os contatos com as redes já existentes; estudo mais aprofundado dos próprios educadores; criação da escola de educação popular; maior divulgação do material pedagógico da Recid; Que a equipe pedagógica do TN disponibilize material como: PPP, Folder, livros da Recid, assim como a síntese do material pedagógico da 1ª ciranda, para os educadores multiplicarem nos Estados.
4.4. Descentralizar o poder.
As decisões tomadas na rede são realizadas a partir de discussão no grupo. Ainda falta um maior aprofundamento nessa metodologia. Como todo processo ainda está sendo construído. A gestão é realizada com a participação dos educadores.
Criação das equipes de trabalhos; os critérios de escolha dos participantes nos encontros nacionais e regionais;
Manter a metodologia de divisão de trabalhos, ampliando as equipes já existentes. Fazer um levantamento nas micro regiões dos educadores que compõe o coletivo regional, para compor um banco de dados do estado.
4.5.  Qual a compreensão de organização em Rede do estado?
 É um trabalho realizado por diversas organizações em prol de um objetivo comum que e no caso da Recid, esse objetivo é a Educação Popular. A exemplo disso é o quadro de entidades de diversos seguimentos que compõe a Rede no Estado. Outro fato se dar nas divisões de trabalhos, a gestão compartilhada, os critérios usados para os participantes de encontros em âmbito nacional e regional. O uso das estruturas junto aos parceiros da Rede. E sempre respeitando a diversidade.
4.6.  Descreva como a rede está organizada no estado? O que compreende por coletivo estadual, que espaços são decisórios/legitimados e quem participa da tomada decisão no estado? Quais são as articulações, relações e espaços da rede no estado (Ex.: movimentos sociais, núcleos de base, conferências, conselhos e foruns)? Como é a relação com a entidade âncora?  
A rede está dividida no por cinco micro regiões, em diversas regiões do Estado, com a seguinte composição: *Sudeste com 10 municípios; * Norte Bico do Papagaio 11 municípios; *Norte Araguaína com 08 Município, * Palmas 13 Município e Sul com 07 Municípios. O coletivo é composto por um grupo de educadores contratados, voluntários e representantes das entidades parceiras. E nesse espaço que são deliberados e legitimadas as ações desenvolvidas pela Rede no Estado. A rede está presentes em diversos espaços de discussão como: o Fórum de Luta, MEDH, Forum de ECOSOL, Forum Lixo Cidadania, Conselho de Assistência Social, Conselho da Mulher, Conferencia da Juventude; Território da Cidadania, conferência do Trabalho Decente. CMDRS (conselho Municipal do desenvolvimento Rural), ASMOBIP, STTR’s, Associações de Mulheres Trabalhadores Rurais, Forum Quilombola, Fórum Territorial de Mulheres, Conselho Penitenciário, nas CEB’s, Comitê Estadual de Educação em Direitos Humanos, COOPTER (Assistência rural da Agricultura Familiar), Instituto Kolping, Acampamento do MST, Fórum DCA, Igreja Católica, Associação da Barra da Aroeira, ASCAMPA (Associação dos Catadores da Região Norte de Palmas), Associação de Catadores sonhando com um mundo melhor de Araguaina, CCU, CCPV (casa da cidadania Paz e vida). A entidade ancora participa de todo processo, mas como em toda Rede ainda está em construção, buscando sempre respeitar a autonomia do coletivo.
4.7.  Em que medida a forma de organização da Rede local, estadual e nacional vem ajudando na horizontalidade e na descentralização de poder desde as bases (povo), educadores/as, CN e TN?  
A medida que o processo de formação vai sendo desencadeado os educadores e a base vão se empoderando do processo de descentralização de poder. Ainda que esse processo está sempre em construção e analise. Dessa forma simultaneamente também contribui na organização e descentralização da CN e TN, uma que os educadores que compõe essa esfera vem desse processo.
                 4.8. Como foi o processo de acompanhamento no estado, por parte do Talher e da Comissão Nacional? Contribuiu para o fortalecimento da Rede?                         Foi coerente com o PPP? Respeitou a autonomia do estado? Fomentou a comunicação entre os acontecimentos nacionais e locais?
Houve uma presença significativa do TN nas atividades da rede no estado, em especial nos repasses das cirandas, na linha de formação e no processo pedagógico, mas faltou uma maior participação na política de organicidade da rede.


COLETIVO RECID -TO
EDIGAR JOSÉ, CARMELITA COIMBRA, LUZIA, LUZ, EDELEUZA, VALDEMIA, ROSALINA, FÀTIMA DOURADO, FRANCESA, XIQUINHA, E CONCEIÇÂO OLIVEIRA 

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